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Standard & Poor's eleva ratings de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil para 'BB+' e em moeda local para 'BBB'; perspectiva dos ratings permanece positiva

Publication Date:    May 16, 2007 00:00 EDT
Leandro Albuquerque, São Paulo (55) 11 3039-9729, leandro_albuquerque@standardandpoors.com
Jean-Pierre Cote Gil, São Paulo (55) 11 3039-9743, jp_gil@standardandpoors.com


Nova York (Standard & Poor’s), 16 de maio de 2007 - A Standard & Poor’s Rating Services elevou hoje os ratings de crédito soberano que atribui à Republica Federativa do Brasil. O rating de longo prazo em moeda estrangeira foi elevado em um degrau de ‘BB’ para ‘BB+’, e o rating de longo prazo em moeda local foi elevado em dois degraus, de ‘BB+’ para ‘BBB’. O rating de curto prazo em moeda local foi elevado de “B” para “A-3”, enquanto o rating de curto prazo em moeda estrangeira foi reafirmado em “B”. O rating de crédito soberano na Escala Nacional Brasil também foi elevado para de brAA+ para ‘brAAA’. A perspectiva dos ratings de crédito soberano de longo prazo permanece positiva na escala global e foi alterada para estável na Escala Nacional Brasil. Ao mesmo tempo, a Standard & Poor’s elevou sua avaliação sobre o risco de Transferência e Conversibilidade (Transfer & Convertibility – T&C) do Brasil de ‘BBB-’ para ‘BBB’.

De acordo com a analista de crédito soberano, Lisa Schineller, a elevação dos ratings nas moedas estrangeira e local reflete a contínua redução das vulnerabilidades fiscais e externas do Brasil, e nossa expectativa de que o governo do presidente Lula continuará comprometido com a redução de tais vulnerabilidades durante seu segundo mandato. “O histórico de compromisso desse governo com políticas pragmáticas – comprovado pela independência operacional do Banco Central e por uma política fiscal calibrada para permitir uma tendência de queda no índice de dívida sobre o PIB – é amparado por uma ampla base de suporte no Congresso”, disse Schineller.

Dado o desempenho excepcional da balança de pagamentos, estima-se que a dívida externa do Brasil, descontados os ativos líquidos, chegará a 28% dos ingressos na conta de transações correntes (CAR) em 2007 e a 26% em 2008, representando uma queda expressiva frente aos 48% registrados em 2006 e menos de um quinto dos níveis de 2000-2002. A dívida líquida do governo geral e a despesa com juros estão projetadas em 43% do PIB e 16% das receitas, respectivamente, em 2007 – esses índices ainda são elevados, mas ambos caíram mais de 20 pontos percentuais desde 2002.

“A administração pró-ativa da dívida do País tornou-a menos vulnerável a flutuações nas taxas de juros e de câmbio”, explicou a analista. “A migração de uma estrutura de endividamento em moeda estrangeira mais vulnerável (embora atualmente mais barato), para uma estrutura de endividamento em moeda local, mais caro, implica em custos a curto prazo e salienta a importância de um compromisso contínuo com políticas que reduzam as vulnerabilidades fiscais”, acrescentou.

De acordo com Lisa Schineller, a elevação em dois degraus do rating em moeda local (na escala global) reflete a transformação que vem ocorrendo no mercado de capitais local. “Ainda que comparativamente as taxas de juros sejam altas, a taxa de juros real caiu para a casa de um dígito, e deve continuar caindo ainda mais”, disse. “A queda significativa e a convergência do prêmio de risco do Brasil refletem a estabilidade dos preços e uma ampla melhora nos fundamentos de crédito do Brasil, não apenas uma liquidez de mercado excepcional”, explicou.

O Brasil está entrando em uma nova fase de desenvolvimento dos mercados de capitais. O crescimento do crédito (particularmente o crédito ao consumidor) em mais de 20% em cada um dos últimos três anos também vem sendo acompanhado de um alongamento nos prazos. A queda no índice de dívida sobre o PIB criou um ambiente mais propício ao crédito para empresas. O mercado acionário local está promovendo uma nova e importante base para os investimentos de capital. O mercado brasileiro registrou mais de 20 IPOs (Initial Public Offering) em 2007, e outros 20 já estão protocolados, em comparação ao total de 26 em 2006.

À medida que seus concorrentes e fornecedores abrem o capital, empresas de capital fechado vêem-se pressionadas a também se reorganizarem, fortalecerem a governança e aumentarem a formalidade do setor privado, facilitando dividendos positivos para investimento, crescimento e arrecadação fiscal.

As exigências de transparência e profissionalismo para as empresas que estão abrindo capital tendem a se espalhar pela cadeia de fornecedores, clientes e concorrentes dessas empresas, levando a um maior grau de “formalização” do setor privado, assim propiciando dividendos positivos para os investimentos, crescimento e arrecadação fiscal.

“Os ratings do Brasil poderão ser elevados no médio prazo, desde que mantida a tendência de melhora nos fundamentos fiscais e externos subjacentes em meio à implementação de políticas pragmáticas”, disse. “Entretanto, o ritmo em que as dinâmicas fiscais se fortalecem poderá ser acelerado pelos esforços do governo para limitar o crescimento das despesas atuais e/ou obter avanços na proposta de reforma tributária que vem sendo formulada pelo Ministério da Fazenda. Porém qualquer retrocesso no compromisso do governo com políticas fiscais prudentes comprometeria a perspectiva de melhora na qualidade de crédito do País e poderia até mesmo causar uma pressão negativa em seus ratings” concluiu Schineller.