VEJA: OPINIÕES DE PESO SOBRE O ESPERANTO!

Fernando J G Marinho 

A revista VEJA (10.X.2000) publicou interessante artigo de Gustavo Franco, economista da PUC-RJ e ex-presidente do Banco Central, versando sobre o euro e o esperanto. Imediatamente, a notícia chegou à Internet, despertando particular interesse entre os esperantistas que participam das listas de debates Eki(www.esperanto.org.br/eki) e VEKI(www.esperanto.org.br/veki) . Alguns companheiros enviaram seus comentários para a revista - que, infelizmente, deixou de divulgá-los . Enquanto isso, outros preferiram dirigir-se diretamente ao autor da matéria. Houve quem reagisse de forma um tanto agressiva, por não ter concordado com a analogia estabelecida entre o esperanto e o euro e, principalmente, pela advertência impressa em destaque: "...qualquer que seja o padrão, não é bom negócio abandonar a língua( ou moeda) natal, como perceberam os dinamarqueses". Por outro lado, houve quem , de forma extremamente gentil, procurasse deixar claro que o movimento esperantista não luta, absolutamente, pela eliminação das línguas nacionais, mas sim pela adoção, por todos os povos, de uma Segunda língua, caracterizadamente neutra, capaz de desempenhar o papel de facilitadora do intercâmbio de idéias expressas por falantes de idiomas diferentes ( Ver "Manifesto de Praga" www.npoint.com.br/sementeira/dpartig13.html)

Um dos esperantistas participantes dos debates pela Internet chegou a pedir ajuda aos companheiros da lista, quando sentiu-se desanimado diante da resistência que encontrou ao argumentar a favor do esperanto, na Universidade onde estuda. "- Não adianta, meu caro aluno, o esperanto não vingou. Você não leu o artigo do Gustavo Franco , na VEJA?".

Bem, antes tarde do que nunca. Aqui está a minha contribuição, para levantar o ânimo do companheiro: 

Em determinado ponto do seu artigo, Gustavo Franco afirma: " Todavia, o triste fato é que as línguas universais, a despeito de todas as suas vantagens teóricas, não tiveram muita aceitação...". Pelo que entendi, o autor lamenta que as línguas universais não tenham tido muita aceitação. Ele não se manifesta contra as línguas universais. Provavelmente, ele , como nós esperantistas, também lamenta que as medidas até agora adotadas para a manutenção da paz, para a eliminação da miséria, para a melhoria das condições de saúde e de educação da humanidade ainda não tenham sido bem aceitas. Gostaria que os interessados neste assunto lessem os dois artigos que passo a indicar:

" Escrevendo o futuro" (www.npoint.com.br/sementeira/dpartig25.html) e

"O esperanto deu certo?" (www.npoint.com.br/sementeira/dpartig31.html).

Nesta altura, vale lembrar a citação de Frederico Mayor, Diretor Geral da UNESCO:

" Ao contrário do passado, o futuro não está escrito, é possível modificá-lo. Além disso, ele é o nosso único patrimônio comum que permanece intacto." 

Vamos escrever o futuro ou vamos deixar a situação como está?

Para encerrar, eis a opinião de um "peso-pesado" do movimento em favor da língua neutra internacional, Reinhard Selten, esperantista, doutor em matemática, Prêmio Nobel de Economia-1994 juntamente com John Nash e John Harsany :

* " No meu entender, alguém é esperantista não apenas para ver a vitória de sua idéia; é importante apoiar também tais idéias cuja vitória fácil não se pode esperar. Se algo é moralmente bom, permanece bom mesmo se não obtém sucesso. O fato de não se poder ver a 'vitória final' não é motivo para abandonar o ideal."

( *Trecho extraído da entrevista publicada na revista Esperanto,Dez94. Tradução feita pelo Kultura Centro de Esperanto CampinasSP (www.esperanto.cc )

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