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Quarta-feira, 29 novembro de 2006   edições anteriores
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  Presidente quer PDT em 'mandato da convergência'

Lula comemora acordo para partido integrar coalizão e reafirma que quer conversar com Aécio e Serra

João Domingos, Lisandra Paraguassú

Em encontro ontem com dirigentes do PDT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente fechou acordo para participação do partido no governo de coalizão do segundo mandato. 'Sempre tivemos uma relação histórica. O PDT é peça fundamental na montagem do governo de coalizão', disse Lula, depois do encontro, dizendo-se muito feliz com o resultado da conversa com o PDT, legenda que, sob o comando de Leonel Brizola, sempre manteve uma relação difícil com o petista. 'O mandato da divergência acabou. Vai começar o mandato da convergência. E o PDT é peça fundamental, mesmo porque tem afinidade com o PT.' Ele afirmou que fez a proposta de uma coalizão programática, sem tratar de cargos.

Para convencer o PDT, Lula prometeu que não fará reforma na Previdência nem mexerá nos direitos trabalhistas. O PDT terá 24 deputados e 5 senadores no ano que vem, número de parlamentares que, embora pequeno, é fundamental na votação de uma emenda constitucional, que depende de 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

Os dirigentes do PDT presentes ao encontro - o presidente, Carlos Luppi, o secretário-geral, Manoel Dias, o líder no Senado, Osmar Dias (PR), o líder na Câmara, Miro Teixeira (RJ), e o governador eleito do Maranhão, Jackson Lago - disseram a Lula que a tendência do partido é fechar a coligação. Mas lembraram que antes precisam fazer uma reunião da Executiva Nacional. O único que defendeu a independência foi Osmar Dias. Mas ele sabe que é minoria. Prometeu acatar a decisão da Executiva, mas sem abrir mão de princípios. 'Assinarei todos os requerimentos de CPIs', avisou.

Osmar Dias lembrou que no Senado a situação é diferente da Câmara. 'Os senadores Cristovam Buarque (DF), Jefferson Péres (AM) e eu somos pela independência; o senador Augusto Botelho (RR) está se transferindo para o PT e o senador eleito João Durval (BA) só fica no partido se houver a coalizão', disse Osmar Dias. 'Eu acato o que for decidido e sei que a decisão será pela formalização da aliança.'

Luppi deixou o encontro no Planalto falando a mesma linguagem de Lula. Disse que em nenhum momento o partido tratou de cargos, mas apenas de questões programáticas.

Lula também reafirmou que vai marcar encontro com os tucanos Aécio Neves (governador reeleito de Minas) e José Serra (governador eleito de São Paulo). Disse que Aécio e Serra são, acima de tudo, 'amigos'.

O presidente do PV, José Luiz Penna, disse ontem que o partido deve selar, dia 5, em reunião com Lula, participação no governo de coalizão e no conselho político do presidente. O PV integra a base aliada, mas quer consolidar essa participação.

MACHUCADO

Lula torceu o tornozelo direito ao descer do carro na noite de segunda-feira, ao chegar à Granja do Torto. Ontem ele apareceu com um curativo pela manhã e, à tarde, recebeu o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), descalço e com uma proteção no pé. Segundo o serviço médico da Presidência, foi uma torção leve.

   



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