Carta Capital 23.06.99

TREVISAN V5. FRANCO

Embora polêmica, a discussão é positiva e deveria envolver outras lideranças, especialmente as representativas da classe dos auditores e contadores. É óbvio que o esperado é a discussão em alto nível, como a que está sendo mantida pelos srs. Gustavo Franco e Antoninho Marmo Trevisan, sempre visando o aprofundamento do tema e, por que não?, uma demonstração da capacidade técnica da classe contábil. Mas, infelizmente, o lado positivo da discussão  nem sempre é entendido por quem tem o dever de emitir a opinião técnica da classe sobre o assunto. A postura do presidente do Conselho Federal de Contabilidade, exigindo a retratação do sr. Gustavo Franco, nada acrescenta e é uma postura, no mínimo, retrógrada. Seria uma ótima oportunidade para que as empresas de contabilidade e auditoria, por meio de seus brilhantes profissionais, enriquecessem a discussão. É preciso ter coragem e arriscar uma opinião, de vez que conhecimento não lhes falta. Reportando-me a um recente artigo do professor Stephen Kanitz sobre a importância do papel dos auditores/contadores no combate à corrupção, não seria este o momento de as empresas de auditoria incentivarem a formação de novos auditores, mediante a criação de universidades corporativas, considerando que são acumuladoras de um imenso capital intelectual?

José Roberto Prado:

São Paulo. SP